Eu vejo a amizade como um tesouro maior e mais valioso que o dos templários.
Quando eu era uma criança sabia muito bem o que era a amizade, mas à medida que fui crescendo comecei a ter as primeiras desilusões. Aqueles que eu considerava meus amigos chamavam-me nomes que me faziam chorar, humilhavam-me, deixavam-me de lado como uma ferramenta estragada e só se lembravam de mim quando precisavam de se rir de alguém.
À medida que o tempo ia passando, durante cerca de quatro anos, eu ia-me afundando cada vez mais num mar de escuridão. Tornei-me mais desleixada, tanto na escolha das roupas como na alimentação. Os dias iam passando lentamente, o meu peso ia aumentando e a minha auto confiança, o meu amor próprio ia-se perdendo nas sombras.
A partir do ano seguinte as coisas melhoraram para mim, fiz novos e melhores amigos que me ensinaram que a vida não é tão negra como eu pensava. Com o tempo, os meus amigos ajudaram-me a mudar a minha perspetiva da vida e a ganhar mais confiança em mim mesma. As minhas notas na escola subiram e o meu peso baixou. O meu gosto pelas compras e pelo meu reflexo no espelho surgiram apenas aos 14 anos.
O tempo foi passando e novas amizades foram nascendo, é certo que me separei daqueles que me ajudaram, mas isso não é razão para esquecer a nossa amizade. Estou-lhes muito agradecida pela coragem, pela amizade e por todo o carinho que me deram.
Hoje estava a chover e na paragem encontrei uma amiga de infância. Apesar do peso que eu carregava, levei-a debaixo do guarda-chuva até à escola. Nós sorrimos uma para a outra, percebi então que a nossa ligação não tinha desaparecido.
Mesmo que estejamos longe uns dos outros, eu não vejo razões para quebrar uma ligação. Afinal, gostámos uns dos outros.

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